A importância do Perdão – 4 passos para praticar o perdão

A importância do Perdão – 4 passos para praticar o perdão

06/11/2019 0 Por Najma Alencar
Tempo de leitura: 4 minutos

Por quê é tão difícil perdoar?

Tentar perdoar, em um primeiro momento, é muito doloroso porque envolve a pessoa em um misto de sentimentos… que só trazem prejuízos para a saúde mental e emocional. Perdoar é se igualar ao outro, e isso para o ego é quase impossível, quando cego pelo orgulho irracional.

Além disso, o perdão é uma bagagem  pesada e você sente mais arduamente porque está ferido, está machucado, e isso não parece nem um pouco justo para você. Você quer descarregar a sua dor mas não sabe onde, então continua carregando esse peso com você… e muitas vezes por anos, e para que ?

Por isso, perdoar é na verdade se perdoar. É entender que não precisamos mais suportar algo que não precisa nos pertencer.

É verdade que alimentar os sentimentos ruins deixam as pessoas doentes?

Viver com saúde depende de como você lida com o seu corpo (alimentação, a prática de exercícios, o tempo que dedica ao lazer), com sua mente (suas emoções, sentimentos e pensamentos).

É normal que as pessoas sintam uma variedade de emoções em diferentes circunstâncias, como também é normal que cada pessoa desenvolva mecanismos de defesa e compensação para reagir a essas emoções.    
Eu gostaria de esclarecer que as emoções em si não são causadoras de doenças, elas fazem parte da natureza humana.

Porém , quando as emoções são prolongadas, intensas, reprimidas ou não ditas, afetam o equilíbrio interno… levando a uma alteração do fluxo de energia, a famosa SOBRECARGA de problemas, que pode ter várias consequências, inclusive para o corpo.

É o que chamamos de somatização…

A somatização acontece quando há a manifestação de sintomas físicos que a medicina não consegue explicar a origem e nem constitui um quadro clínico específico. Esses sintomas podem ter sua origem nos pensamentos disfuncionais e emoções fortes que desequilibram a pessoa.

É bom deixar claro que a doença não surge de uma hora para outra; é fruto de várias experiências estressantes acompanhadas por uma fragilidade do mecanismo de proteção.

Então sim, é verdade que alimentar os sentimentos ruins pode deixar as pessoas doentes.

Quais os  benefícios do perdão?

Quando perdoamos, o estresse associado ao ressentimento diminui a ponto de suas consequências serem notáveis fisicamente. Diversos estudos mostram redução da pressão arterial, da frequência cardíaca, da tensão muscular.

Quem perdoa também experimenta maior relaxamento, mais bem-estar e sensação de controle.

O perdão aumenta oxitocina, hormônio do relacionamento. Melhora a imunidade e a sensação de bem-estar, aumenta a liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores que melhoram o humor.

Há alguma situação em que o perdão não é possível?

Eu acredito que não, porque a questão é que a falta de perdão só prejudica a quem não perdoa.

Ficar nutrindo a raiva e o ódio, remoendo os acontecimentos do passado, elaborando vinganças, trazem prejuízos apenas a quem os mantêm.

Por isso, perdoar é um ato… e pressupõe que alguém nos tenha feito algo que tenha nos magoado profundamente, como uma traição, um erro ou fracasso e que estamos direcionando a uma culpa, uma autopunição.

São situações que acontecem e devemos encará-las como aprendizados, como direcionadoras de nossas relações, como formas de auto-descobertas e entender as nossas verdadeiras fragilidades. Pois, muitas vezes, aquilo que nos incomoda no outro é puro reflexo do que está em nós mesmos.

Perdoar demais pode ser um problema? Como identificar o limite?

Acredito que não, porque perdoar é libertador. Não existe um limite para que o perdão ocorra.

Mas… é importante ser dito, que  perdoar não significa  se reconciliar com o outro, não é justificar o que o outro fez e também não é esquecer, não é permitir.

Como perdoar : Passo a passo para praticar o perdão

O perdão é uma escolha… Quando você perdoa, apesar de não esquecer, sente uma paz interior que o liberta e faz você se sentir bem. Não há espaço para o rancor, nem para o ódio. Tudo entra em equilíbrio. Mas para isso acontecer é necessário fazer escolhas… e quem faz é você, dono da sua história e do seu caminho.

  • 1 – Comece perdoando a si mesmo

Autoconhecimento – é um grande aliado para que você entenda o que está por trás do sentimento de mágoa ou rancor… você pode se deparar com alguma fragilidade sua, que estava sendo alimentada por esses sentimentos, por todo esse tempo. Mas você só vai ter consciência disso, a partir do momento que entrar em contato com você mesmo.

  • 2 – Identifique suas emoções

O Sentimento é de humilhação, decepção ou tristeza? Tome consciência de tudo o que está por trás da sua raiva.

  • 3 – Coloque para fora o que você sente

ESCREVA UMA CARTA –  descrevendo pessoas, situações, eventos que tenham te ofendido ou em que você tenha ofendido alguém, relatando tudo que aconteceu, seu ponto de vista, seu pesar, seu arrependimento e finalmente seu perdão a elas e a você!   Descreva  também o que você aprendeu com tudo isso. PIQUE OU A QUEIME, é um ato de projeção que você está decidindo que aquilo acabe, para recomeçar.

  • 4 – Aprenda a se colocar no lugar do outro

Coloque-se no lugar do outro para entender que o outro não tem como atender suas expectativas, assim como você não tem como atender as dele. Essa compreensão vai lhe ajudar a se sentir menos frustrado ou magoado em suas relações. Reconheça sua responsabilidade

E lembre-se que você não precisa passar por essas dificuldades sozinho, sempre tem um psicólogo clínico perto de você e caso exista dúvidas, você pode pedir informações sobre ajuda psicológica e informações sobre psicoterapia.